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Vilarinho da Furna : uma aldeia comunitária Vilarinho Da Furna N O Existe Mais N O Declinou Por Abandono Dos Habitantes, Mas Porque Uma Barragem A Meteu Debaixo D Gua Que Submergiu Letras E Casas E At O Cemit Rio Situado Na Parte Mais Alta Da Aldeia Nem Os Mortos Escaparam E Dos Vivos Ningu M Cuidou Pagas As Indemniza Es Irris Rias, Cada Um Se Manhou Como P De, Enriquecendo Se O Pa S De Electricidade, Atirando Para As Incertezas Da Vida Os Seus Vizinhos E, No Entanto, Estas Aldeias Comunit Rias Viviam Numa Nobre Pobreza, Onde Os Habitantes Se Sentiam Efectivamente Senhores Do Que Cultivavam E Colhiam E Geriam Em Comum Os Seus Interesses Colectivos Esta Reedi O Uma Esp Cie De Requiem Pelos Pobres Camponeses, Pastores, Moleiros E Homens De Outros Of Cios Humildes, Que N O Inspiram Aos Prestlq Osos Construtores De Barragens Outro Sentimento Que N O Seja De Profundo Desprezo Infelizmente Este Crime Perpetrou Se Outras Aldeias Ficaram Debaixo De Gua E A Famosa Barragem Do Alqueva, Que Um Erro T Cnico Crasso Porque Se Fecha Um Curso De Gua, Gastando Se Rios De Dinheiro Num Pared O Que, Uns Anos Por Outros, N O Chegar A Encher A Albufeira Um Problema Que Ocupou Muito O Esp Rito De Jorge Dias Foi O Das Rela Es Entre A Cultura Popular E A Cultura Superior O Povo, Mesmo Pobre E Analfabeto, Um Reposit Rio De Aut Ntica Saqeza, Na Riqueza Da Tradi O Que N O Exclu Inova O E Adapta O E Na For A Criadora Da Poesia, Da M Sica, Dos Contos, Das Adivinhas, Dos Ensalmos, Do Fabrico De Artefactos, Completamente Desconhecida Da Gente Das Cidades Mas Que Constitui O Cerne Da Na O O Grande M Rito De Jorge Dias Foiter Se Debru Ado Amorosamente Sobre Este Patrim Nio Amea Ado E Transmitido Numa Obra Que, Testemunhando Uma Fase Cr Tica Da Civiliza O, Prevalecer Sobre Os Desencentros Dos Tempos Que Correm Uma Obra Viva Como Todas As Manifesta Es Superiores Do Esp Rito Orlando Ribeiro


About the Author: Jorge Dias

Etn logo portugu s, Ant nio Jorge Dias nasceu a 31 de julho de 1907, no Porto, e faleceu a 5 de fevereiro de 1973, em Lisboa Foi uma das figuras que mais contribuiu para o progresso dos estudos etnogr ficos, tendo sido a figura dominante da Antropologia em Portugal Licenciou se em Filologia Germ nica na Universidade de Coimbra e doutorou se em Etnologia na Alemanha, mais concretamente em Munique Em 1947 criou o Centro de Estudos de Etnologia na Universidade do Porto Foi Diretor da sec o de Etnografia do Centro de Estudos de Etnologia Peninsular e um dos mais importantes impulsionadores do Atlas Etnogr fico de Portugal Neste centro, e mais tarde no Centro de Estudos de Antropologia Cultural e no Museu de Etnologia do Ultramar, que ajudou a criar em 1965 e que hoje o Museu de Etnologia de Lisboa, Jorge Dias constituiu e dinamizou umas equipa de investigadores que tiveram um papel decisivo no desenvolvimento da Etnologia em Portugal Foi ainda professor nas faculdades de Letras de Coimbra, Porto e Lisboa e fez parte do corpo redatorial da Revista Ethnologica Europea Autor ecl tico, sofreu influ ncias das diversas correntes te ricas que reinavam na poca tais como cultura e personalidade , evolucionismo , difusionismo , particularismo hist rico e estrutural funcionalismo Esta ltima, a par do difusionismo , ter o sido, contudo, as perspetivas te ricas que mais marcaram o seu percurso cient fico Durante a sua fecunda carreira cient fica escreveu e publicou mais de uma centena e meia de artigos e obras sobre Etnologia e Antropologia.



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